Vamos perceber os métodos mais eficazes para conseguir manter um determinado vinho à temperatura que mais desejamos. Não é tão difícil quanto possa parecer. Basta o utensílio certo e alguma atenção.

 

 

 

  • Depois de se colocar o vinho à temperatura desejada, o que se consegue com relativa facilidade através do respectivo controlo com o termómetro, importa pois que, durante a refeição, não haja grandes oscilações e que o vinho se mantenha o maior tempo possível à temperatura pretendida.
  • A forma mais clássica de preservar uma temperatura baixa continua a ser o balde de gelo, mas é necessário alguma atenção de modo a evitar que o vinho fique exageradamente frio. Assim, é importante ir controlando essa evolução e, se necessário for, retirar o vinho completamente do contacto com o gelo. Claro está, para evitar qualquer pequeno embaraço, convém estar munido de um guardanapo ou pano para evitar que escorram pingos de água para um convidado ou até para a comida.
  • Há ainda outro detalhe que convém não descurar: a diferença entre a temperatura ambiente e a temperatura do recipiente provoca condensação do frio, o que faz com que o recipiente transpire e possa causar algum estrago num móvel, por exemplo. Por isso, é conveniente colocar por exemplo, um guardanapo de pano para absorver essa humidade.

 

 

  • Outra possibilidade passa pelas mangas isotérmicas que se colocam no congelador para refrescar as bolsas de líquido e que, depois, “vestem” a garrafa e ajudam o vinho a manter-se fresco.
  • O balde isotérmico de terracota é também bonito visualmente – uma hora antes, deve ser refrescado com água e gelo retirando-se, posteriormente, para colocar a garrafa, assegurando-se que se mantém fresca por um período de duas horas.
  • O duplo cilindro de plástico em vácuo também causa um bonito efeito – basta colocar a garrafa fresca e o espaço em vazio funciona como isolante da temperatura envolvente para a garrafa.
  • Todos estes modelos e formas servem para os vinhos que se deverão consumir mais frescos, tais como os brancos, rosés, espumantes e alguns generosos.

Estabilizar a temperatura nos vinhos tintos:

  • Nos vinhos tintos o panorama é contrário. Normalmente este assunto seria abordado de acordo com a perspectiva tradicionalista de que o vinho viria da cave e que se deveria elevar à “temperatura ambiente”, deixando a garrafa um par de horas na vertical até que, lentamente, alcançasse a temperatura certa para consumo.
  • A única parte acertada… é que qualquer processo deste género deve ser realizado sem pressas. Tudo o resto não faz, actualmente, qualquer sentido.
  • Infelizmente, graças a esta e outras ideias que teimam persistir, boa parte dos vinhos tintos acaba por nos chegar à mesa a uma temperatura bem acima do que é aconselhável. É urgente deixarmos cair os chavões da “temperatura ambiente”, do “chambrear” e do “arejar” dos vinhos. Os tintos devem ser consumidos num intervalo entre os 16ºC e os 18ºC.
  • Se tiver uma cave frigorífica, daquelas de conservação e envelhecimento que mantêm a temperatura relativamente constante em torno dos 14ºC, o que terá a fazer é retirar o vinho com alguma antecedência e deixar que a temperatura atinja os cerca de 18ºC (no máximo), de forma progressiva.
  • Se a temperatura ambiente do espaço em que vamos apreciar o vinho for elevada, em torno dos 25ºC ou mais graus, a temperatura do vinho deve ser acautelada com o recurso a um balde de gelo e água – neste caso não muito gelo e convém verificar a temperatura do vinho com um termómetro.
  • Como a maioria de nós acaba por ter o vinho a uma temperatura mais elevada que o recomendável, o ideal será, cerca de uma hora antes, colocar a garrafa na parte menos fresca de um frigorífico e ir controlando a temperatura.
  • Deve tentar-se que o vinho se mantenha numa faixa de temperatura entre os 16ºC e os 18ºC, podendo até usar-se algum dos utensílios também recomendados para vinhos brancos.
  • Obviamente, apesar destas sugestões, o gosto e o hábito ainda fazem a lei do consumo, mas o mais importante é que se faça um esforço para que se possa apreciar os vinhos de uma forma em que mostrem verdadeiramente todas as suas características e potencialidades. Para isso, a temperatura mais adequada é um dos melhores modos de o conseguir. O que a todo o custo se deve evitar é manter o dogma dos brancos bem gelados e dos tintos “chambreados”.
  • Uma tabela de temperaturas e um termómetro serão preciosos aliados para uma primeira fase de habituação às temperaturas recomendadas.
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